ImprimirImprimir PDFPDF

Novo negócio invadindo Salvador

11890966_404352993099433_4562852153096718836_n

O investimento ainda é relativamente alto – mínimo de R$ 80 mil, média de R$ 250 mil -, mas o negócio é promissor e por aqui está só começando. Tanto que a Câmara Municipal de Salvador ainda discute um projeto de lei regulamentando os chamados food trucks – aqueles simpáticos caminhõezinhos (vans) adaptados para vender comida na (e de) rua.

De acordo com o presidente da Associação de Food Truck e Comida de Rua da Bahia, Gabriel Lobo, aqui na capital há apenas cerca de seis furgões (de porte) em operação – a maioria “estacionando” em evento particular, porta de show ou projeto em praça pública. Em outras palavras, onde o consumidor está.

Aliás, poder sair “dirigindo” até um ponto de venda estratégico e dispensar o custo com aluguel são dois dos diferenciais desse negócio – que se caracteriza por comercializar alimento preparado ou finalizado na rua -; e conta ainda com a simpatia do público, ávido por novidades nessa área (em serviço, apresentação, produto e preço mais justos).

“São Paulo é o único município do país que normatizou a atuação dos food trucks e hoje é o polo de adaptação dos veículos. Isso inviabiliza um pouco o investimento, arcar com o transporte e a transferência da documentação (do automóvel)”, diz Lobo, que aguarda a chegada do seu Guerrilha Truck, especializado na venda de hambúrguer artesanal e “comida de feira”.

Munir-se de informação

Na avaliação do consultor do Sebrae Fabrício Barreto, quem pretende investir no comércio de alimento sobre rodas, no entanto, precisa se munir com o máximo de informação. Segundo ele, a atividade envolve questões como, por exemplo, segurança alimentar, e é preciso ter atenção quanto à sua viabilidade.

“O Sebrae pode auxiliar o empreendedor nessa hora. Oferecer dicas de gestão, formas de financiamento, os cuidados a serem tomados. O formato é sem dúvida inovador, o design é diferente e atrativo, não há aluguel de espaço e a procura vai ser grande. Logo, orientação é fundamental para que o negócio dê certo”, afirma o consultor.

Presidente da Associação Baiana de Food Truck e sócio –  ao lado da filha, a pizzaiola Giovana Rossetto – do Chicopaca, Marcello Teixeira conta que investiu R$ 250 mil em seu “caminhão-pizza” (entre a compra de veículo, baú, instalações e aparelhos). “Enquanto a lei não sai”, diz que chega a fazer cerca de seis eventos fechados por mês.

“Procuramos uma empresa especializada em adaptar o veículo em São Paulo. Aqui tem (oficina), mas o know-how (experiência) é maior lá”.

Ainda de acordo com Teixeira, comida de rua mobiliza bilhões de pessoas em todo o mundo – pessoas essas cada vez com menos tempo, a vida corrida,  por outro lado interessadas em comer bem.

“Estudos apontam que, ao fazer uma refeição na rua, em restaurante, entre fazer o pedido ou se servir, o tempo  médio de espera é de 12 a 20 minutos. Enquanto na comida de rua esse tempo cai para seis minutos. No meu carro, entre o pedido e a pizza (gourmet, 18 centímetros, R$ 10 a R$ 15) ficar pronta são cinco”, diz.

“Praças de alimentação”

Caso seja aprovado o projeto de lei que regulamenta a venda de alimentos em veículos automotores, é possível que Salvador ganhe pelo menos quatro “praças” voltadas para os food trucks (do inglês, “caminhões de comida”).

De acordo com o autor do projeto, o vereador Leo Prates (DEM), esses seriam lugares estratégicos (ainda a serem definidos), mas também espaços hoje subutilizados da cidade, servindo também como estímulo à ocupação urbana.

“Eles (os furgões) ganharam mais projeção e hoje são uma tendência. Um negócio sobre quatro rodas extremamente profissional. No futuro é provável que cada restaurante tenha um food truck, para que ele possa levar o seu produto onde o público dele estiver”.

“Estamos tendo a preocupação, porém, com a quantidade deles nas ruas. A ideia é que cada CNPJ possua o máximo de dois trucks”, afirma.

Se o investimento inicial não é lá tão baixo, o retorno, porém, é relativamente rápido. Segundo o presidente da Associação de Food Truck e Comida de Rua da Bahia, Gabriel Lobo, cerca de dois, dois anos e meio. “É um prazo parecido com o de restaurante, com a diferença que não pagamos aluguel e ainda fechamos eventos”.

Passos iniciais para investir no negócio

Defina o projeto – Busque o máximo de informações sobre o  mercado. A escolha da área de atuação precisa estar conectada com seus gostos pessoais e as tarefas que você desenvolve com mais facilidade

Estude a viabilidade financeira – Ao calcular o tamanho do investimento inicial, considere o capital de risco e as despesas pessoais. Saiba quais serão os custos fixos

É preciso gostar – Pesquise a concorrência, o mercado, antes de começar. Conheça bem o ramo. Leia artigos de especialistas, vá a eventos e feira. Ninguém vai para frente sem paixão

Tenha um plano de negócios – O Sebrae pode orientar o futuro empreendedor a traçar seu plano de negócios para os primeiros 12 meses de operação

Fonte: http://atarde.uol.com.br/empregos/noticias/1666869-expansao-dos-food-trucks-impulsiona-novo-comercio





Atualiza Cursos
SEDE: Rua Frederico Simões, 153, Edifício Empresarial Orlando Gomes, sala 703 Caminho das Árvores,
Salvador ? BA | CEP: 41.820 - 774 | Fone: ( 71 )3178-6445 | contato@aetn.org.br
© 2018, AETN - Associação Empresarial Tancredo Neves . Todos os direitos reservados.
ZWA