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Associação Empresarial Tancredo Neves promove encontro com SEMOP para requalificação do mercado informal na região e ordenamento do bairro

Empresários, secretária Rosemma Maluf e ambulantes discutem plano de ação integrada para Av. Tancredo Neves Nesta quarta-feira, 21/05, das 12h15 às 14h30, os empresários da Avenida Tancredo Neves se reuniram no restaurante Casa do Comércio para discutir um plano de ação integrada para a região. O evento integra o calendário de atividades da Associação Empresarial Tancredo Neves (AETN). Uma vez por mês, representantes de negócios do entorno, juntamente com líderes de setores informais da sociedade e autoridades dos órgãos públicos, debatem sobre os problemas e soluções para o bairro. Nesse encontro, Rosemma Burlacchini Maluf, secretária de Ordem Pública da Prefeitura Municipal de Salvador (SEMOP), abordou o tema “A Requalificação e Ordenação dos Ambulantes na Avenida Tancredo Neves”. A reunião desta semana terminou com uma promessa da secretária: “Assumo o compromisso de, em 20 dias, entrar aqui no território de forma ordenada”. A afirmação da titular da SEMOP  ocorreu durante almoço com cerca de 20 empresários da região, coração financeiro da capital de Salvador.

A área concentra importantes agências de comunicação, fortes empreendimentos hoteleiros, restaurantes, condomínios residenciais e empresariais, shoppings centers, além do jornal A Tarde. “Queremos executar um bom trabalho e não apenas ficar na ideia sobre o ordenamento do bairro com relocação e requalificação dos vendedores ambulantes. Nós estamos associados para mudar a realidade atual do bairro e transformá-lo futuramente na Av. Paulista”, explicou Luiz Blanc, diretor superintendente da AETN.

O objetivo de cada encontro é mobilizar um representante do município em sua área definida – como segurança, ordem pública, ordenamento de tráfego, transporte, turismo, cultura -, com forte participação da classe jurídica. Segundo Luiz Blanc, todos os envolvidos apresentarão e ouvirão propostas de ambos os lados com compromisso de colaboração mútua a fim de resolver os problemas da Av. Tancredo Neves, que são muitos e graves. Ele citou o exemplo do canteiro central da Rua Frederico Simões, onde deságua a passarela do Shopping Sumaré, que já foi adotado pela associação com termo assinado pelo prefeito de Salvador. Mas como têm muitas barracas, precisam de ajuda das autoridades para deslocá-las. Essa é a característica da AETN, que não pretende apenas cobrar, mas também participar, pois a manutenção é muito importante. Atualmente, no bairro, já existem 2 mil unidades habitacionais e até o final de 2016 vão ter 3 mil com 4 ou 5 mil leitos, o que é muito representativo para o município.Uma vez feito o ordenamento, criado e mantido o acordo de cuidar do espaço público, a ideia dos empresários locais é de serem, cada um no seu quadrante, um zelador do seu perímetro, auxiliando as autoridades municipais, fiscalizando e atuando para a manutenção da limpeza, ordenamento do solo, proteção das áreas verdes. A Av. Tancredo Neves possui o segundo maior IPTU de Salvador, só perdendo para o bairro da Vitória. São empreendimentos muito bons, belíssimos. “Está chegando à região um apart hotel com 32 andares, que é o Adágio (SP.) com a administração da bandeira internacional Accor e têm outras bandeiras como Mercury e Boulevard se instalando na região. São empreendimentos plurais (residenciais e comerciais) como o Mundo Plaza. A gente quer transformar a avenida em um destino de empreendimento, gastronomia, lazer, compras, negócios”, enfatizou o diretor superintendente da AETN.

Os envolvidos pretendem criar um planejamento de espaço público onde todos possam utilizar de maneira satisfatória. Todo mundo ganha com o ordenamento do solo e da cidade. O que se deseja é que seja um ordenamento sustentável, onde os empresários e moradores locais também sejam usuários do entorno, convivendo e aproveitando de praças, calçadas limpas e bem cuidadas. “Hoje somos somente passantes assustados com espaços invadidos por vendedores ambulantes. Queremos a inclusão desses profissionais informais de forma organizada em quiosques padronizados, cooperativas de reciclagem de lixo, por exemplo. Queremos também segurança para coibir os assaltos, roubos e sequestros relâmpagos”, esclarece. Para o representante da AETN, dessas reuniões mensais promovidas pela associação podem sair ideias que servirão de exemplos para os outros bairros de Salvador. “Aspiramos ser ouvidos, fazer parte do Plano Diretor da cidade. Eu acredito que seremos o exemplo para o novo PDDU – Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano que está sendo discutido”, elucida.

“Estamos procurando organizar a região, para que tenhamos um bairro mais simpático”, disse Carlos Macedo, diretor financeiro da AETN. A secretaria Rosemma Maluf garante que não é objetivo da prefeitura prejudicar o comércio informal, mas afirma que não se pode confundir sensibilidade com permissividade. “Ocupar o espaço público não é proibido. O que se deve é respeitar normas. E estamos trabalhando gradativamente para que isso seja feito, com equipes móveis e fixas, que garantam a manutenção do ordenamento da Avenida Tancredo Neves e da cidade. Mas também precisamos de ajuda na fiscalização por parte da sociedade, das associações de bairros”, aponta.

De acordo com Luiz Blanc, o trabalho é de inclusão a longo prazo, que também envolve  o trabalhador de hotelaria, através da qualificação profissional, diminuindo a distância que existe entre as atribuições do emprego e a realidade pessoal do profissional, com acesso, desde cedo, a idiomas ensinados na escola pública.Na idade adulta você pode qualificar, aprimorar, mas não pode ensinar. A entidade quer se unir para melhorar essas distâncias. Com o curso Planatec, por exemplo – através de aulas sobre segurança alimentar, higiene pessoal, manipulação de alimento, etc. -, o bairro aumentaria a absorção de pessoal capacitado para a área. Os shoppings têm uma carência muito grande de gente habilitada na recuperação de lixo, resíduos sólidos. “Podíamos montar uma cooperativa, pois, daqui a 2 ou 3 anos, a prefeitura não vai mais recolher o lixo, será responsabilidade de cada imóvel ou condomínio. A gente já pode preparar essas pessoas para fazer esse trabalho, pessoas que serão absorvidas pelo mérito, pois filantropia na área profissional, sem qualificação adequada, não funciona”, avisa. A associação deseja a inclusão, nessa proposta, dos lavadores de carros que foram retirados da Avenida Magalhães Neto e se dispersaram por Salvador, alguns para a Av. Tancredo Neves.

Luiz Blanc argumenta que está pondo em prática a coresponsabilidade de cada cidadão. “Assim, evitamos a disseminação das drogas, a marginalidade. Esse é o papel da prefeitura: intervir com coragem em setores da sociedade”. O intento é melhorar a mobilidade, a segurança e todos podem se adequar. “Fazendo isso com os lavadores de carros e ambulantes, evitamos os gatos de energia elétrica e de água, a falta de higiene que essa informalidade e desorganização acarretam para o bairro. Todo mundo tem direito, mas todos precisam ter deveres também”. E vai além. “Sabemos que vamos enfrentar críticas, mas temos convicção de estarmos certos. A gente tem que desconstruir essa sociedade totalmente permissiva aos chamados “coitadinhos”. Temos problemas sérios de ocupação irregular. Queremos pontuar essas questões, encontrar soluções essenciais para esses problemas que levantamos”, concluiu. Os empresários asseguram que a intenção não é retirar os ambulantes. “Queremos ordenar, como foi feito na Avenida Sete. A prefeitura foi muito capaz nisso. Estamos querendo trazer esse assunto para cá”, explica Carlos Macedo.

A secretaria Rosemma Maluf avisa que, quando a Operação PAI (Plano de Ação Integrado) chegar à Tancredo Neves, não vai ser possível que vendedores de produtos pirateados e de alimentos permaneçam. “Carros vendendo marmita, não existe nem legislação (municipal) para isso. Nós não temos como legalizar algo não normatizado”, alerta. Daqui a 20 dias, quando começar a operação de ordenamento na Tancredo Neves, haverá, entre diversas ações, fiscalização destas atividades de venda de alimentos e do comércio informal, em geral, além de combate à poluição sonora – intensificada às sextas-feiras com um happy hour improvisado que, segundo os empresários, acaba em sexo e drogas. Bares, restaurantes e lava-jatos também serão verificados. Segundo a secretária, a ação será um “ordenamento processual, com ações de curto, médio e longo prazo”, incluindo a requalificação do camelódromo do Iguatemi.






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