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Confira dicas para driblar prejuízo decorrente de reajuste no preço dos remédios

Consumidor pode recorrer ao SUS, ao Programa Farmácia Popular e aos descontos fornecidos pelos laboratórios e farmácias

Naiana Ribeiro (naiana.ribeiro@redebahia.com.br)
01/04/2015 08:45:00Atualizado em 01/04/2015 08:51:27

Os medicamentos vão ficar até 7,7% mais caros. Isto porque a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamento (CMED) fixou nesta terça-feira (31) este valor como o de reajuste máximo para as fabricantes em 2015. Os consumidores baianos,que devem sentir o aumento dos preços nos próximos 15 dias, têm ao menos quatro opções para garantir remédios mais baratos e aliviar o bolso.

A decisão, publicada no Diário Oficial de ontem, vai atingir 9 mil medicamentos, e os aumentos são autorizados em três patamares (veja tablema), conforme o perfil de concorrência entre eles. Com o maior percentual de reajuste, o nível 1 inclui remédios como omeprazol (gastrite e úlcera); amoxicilina (antibiótico para infecções urinárias e respiratórias). No nível 2, cujo percentual é de 6,35%, estão, por exemplo, lidocaína (anestésico local) e nistatina (antifúngico). No nível 3, que tem o menor índice de aumento, 5%, ficarão os remédios mais caros, como ritalina (tratamento do déficit de atenção e hiperatividade) e stelara (contra psoríase).

A autorização para reajuste leva em consideração três faixas de medicamento, com mais ou menos participações de genéricos. O ajuste de preços considera a inflação acumulada em 12 meses até fevereiro, calculada pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), e que ficou em 7,7%. Em 2014, o reajuste máximo autorizado foi de 5,68%.

Peso no bolso
Depois dos reajustes do combustível e da conta de energia, o consumidor baiano precisa se preparar para mais um acréscimo que vai pesar no bolso, segundo o vice-presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos do Estado da Bahia (Sincofarba), Luiz Trindade. “Quanto maior o consumo do remédio, maior o reajuste. Os medicamentos como analgésicos, antibióticos e anti-hipertensivos representam entre 60% e 70% das vendas do comércio e têm um aumento maior”, revela.

De acordo com ele, o reajuste segue a lógica de que, nas categorias com um maior número de genéricos, a concorrência é maior e, portanto, o aumento autorizado também pode ser maior. “Não é uma coisa que a população vai sentir imediatamente, pois as farmácias estão com estoques. Só entre 15 e 30 dias o peso do reajuste será sentido no bolso do consumidor”, explica.

Drible
Para driblar a alta nos preços dos remédios, entretanto, o consumidor pode recorrer ao Sistema Único de Saúde (SUS), ao Programa Farmácia Popular, aos descontos fornecidos pelos laboratórios farmacêuticos ou, ainda, aos descontos e programas de financiamentos das próprias farmácias.

Por meio do Programa Farmácia Popular do Brasil, criado pelo governo federal, os consumidores podem ter acesso aos medicamentos para as doenças mais comuns entre os cidadãos, considerados essenciais na Atenção Básica. São gratuitos os remédios para hipertensão e diabetes; os demais medicamentos são vendidos a preço de custo.

“O programa possui uma rede própria de Farmácias Populares, com 17 unidades em Salvador, e a parceria com farmácias e drogarias da rede privada, chamada de Aqui Tem Farmácia Popular. Além dos remédios gratuitos, são disponibilizados genéricos e similares, que o paciente só paga 10% do valor”, diz a farmacêutica da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab) Ana Brasil.

Alternativas
Outra alternativa para fugir dos aumento dos preços dos medicamentos, segundo o farmacêutico da Secretaria Municipal da Saúde de Salvador (SMS), Sandro Monteiro, é conseguir remédios através dos postos de saúde da prefeitura.

“O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece aos cidadãos mais de 300 medicamentos sem custo. Basta possuir o Cartão do SUS e levar a prescrição médica”, garante. “Esse elenco abrange remédios para mais de 90% das patologias mais comuns nos municípios. Em qualquer posto é possível conseguir medicamentos de uso contínuo, fraldas geriátricas e seringas para insulina [por exemplo]”, assegura.

Fidelização
As próprias farmácias da rede privada possuem programas de fidelização  que podem fazer com que os clientes economizem até 70% na compra de medicamentos.

A Drogasil, por exemplo, além de participar do Programa Farmácia Popular, possui um cartão fidelidade. “Dependendo do medicamento é possível conseguir até 70% de desconto”, afirma a caixa Ana Paula de Jesus. A rede de farmácias também trabalha com convênios de empresas e aceita cartões de desconto com laboratórios.

Assim como na Drogasil, na Pague Menos o desconto com laboratórios é bem aceito pelos clientes. “Alguns laboratórios dão descontos que vão até 68%”, afirma o vendedor Joab Paulo da Silva. “O cliente pode ligar para os laboratórios e se inscrever, ou ainda comparecer às farmácias”, explica.

Também incluída no Farmácia Popular, a Pague Menos tem um cartão de acumulação de pontos, em que o cliente pode trocar por prêmios.

A Drograria do Extra informou, através de sua assessoria, que participa do Clube Extra, que consiste na troca de pontos. “À medida que a pessoa vai realizando compras, vai acumulando pontos que se transformam em descontos, inclusive em medicamentos”.

Colaborou Giulia Marquezini

Fonte: site Correio 24horas – http://migre.me/pgad6






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